Aqui no Japão o motorista fica do lado direito do carro. Eu não sei dirigir e não entendo nada de carros, mas sei que os carros aqui no Japão não possuem marcha, então é que nem dirigir carrinho que bate-bate. Só tem marcha os carros estilosos que o pessoal usa pra fazer drift, que por sinal tenho mó vontade de fazer um dia. "Fazer" no meu caso significa ficar no banco do carona gritando pro motorista ir mais rápido. Mas acho que só iria quando estivesse pronta pra morrer ou me ferir pois os acidentes são comuns e graves, já que a maioria dos drifs são feitos nas montanhas.
Uma vez conhecemos um moleque que costumava fazer, ele nos dava carona para o trabalho e chegava a 120 Km quando o limite era 60 Km. Era muito divertido mas o Rafa tem medo de morrer então ele não gostava.
Um dia o Rafa fez a besteira de falar pra ele que era perigoso correr nas ruas do Japão que são estreitas e que muitas vezes um carro tem que parar pra dar passagem pra outro e ainda perguntou: Seu carro é estável nas curvas? ( aqui tem MUITAS curvas, os quarteirões não são quadradinhos ) O cara respondeu: Quer ver? E foi a 140 Km, quando o limite era 40 Km. NOSSAAAA! Muito melhor do que Playcenter! O carro ia tão rápido que nem dava pra sentir o banco em que eu estava sentada (se é que isso é possível segundo a Física). O Rafa saiu suando do carro! E me xingando.
A maioria das sinalizações são pintadas no chão, faixas contínuas, pontilhadas ou curvas que indicam se é permitida a ultrapassagem, em qual faixa ficar pra entrar em outra rua e a velocidade também, na maioria das vezes. Existe o famoso "Tomare" que significa o "Pare" do Brasil, mas aqui fica escrito no chão também, gigantesco, e você é obrigado a PARAR mesmo, mesmo que não esteja vindo nenhum carro e não adianta só diminuir a velocidade e ir parando senão é multa na certa, e reza a lenda que policiais ficam escondidos com suas lambretinhas à la polícia rodoviária americana, para saltar atrás de você para te entregar a multa, como uma nota fiscal grande que saí na hora de uma máquininha que parece de passar cartão de crédito.
Aqui também não existe contra-mão ou contorno, você vira pra onde quiser, é só sinalizar e ficar na faixa de acesso.
Se você for multado, perde o direito de dirigir ( sua carteira fica suspensa) por um tempo que varia de 1 dia a 3 meses, paga a multa naturalmente, e dependendo da gravidade da infração você tem que ir no DETRAN japonês e tomar aulas, teóricas e/ou práticas por no mínimo um dia inteiro, no horário das 8h às 17h, com apenas 3 intervalos de 5 minutos cada.
Aqui não tem acostamento nas avenidas/estradas e só nelas tem semáforos (como eu disse em outro post as avenidas são estradas que cortam as cidades), os carros param próximo à calçada quando precisam e ligam o pisca-pisca ( não sei o nome ). Se você ameaça atravessar o pessoal já vai parando. Não tentei atravessar com o sinal fechado pra mim porque ninguém é louco de fazer isso aqui e porque poderia ser multada. Fora que acho que mato o motorista do coração se tentar atravessar na frente de um carro em movimento. Nas ruas pequenas se você pára na frente da faixa de pedetre os carros param na hora, já aconteceu de eu estar esperando alguém na esquina ou no celular e me dar conta que estava na frente da faixa e tinha um carro esperando que eu atravessasse. Se você dá passagem a um carro o motorista sempre agradece, até muitos brasileiros fazem isso.
Aqui quando tem batida todo mundo paga multa porque todo mundo tem culpa! Até se você tava andando na velocidade certa e veio um cara correndo e ele bateu no seu carro você tem culpa porque não saiu da frente dele. O valor é dividido em porcentagem, quem estiver menos errado paga menos porcento... Só não é multado quem estava parado.
As calçadas têm duas faixas, uma para pedestres e outra para ciclistas. Existem outras tantas regras pra quem anda de bicicleta e a pé. Como se fosse outro código de trânsito.
Quanto a drift, é ilegal fora das pistas de corrida, mas o pessoal faz até nas ruas. A polícial tem até uma frota de carros fudidões para perseguir o pessoal. Acho que é uma desculpa para eles fazerem drift também.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Desocupada
Como essa semana não estou trabalhando tenho assistido um ou dois filmes por dia. Nenhum que preste até o que acabei de assistir agora.
Shinjuku Incident, com Jackie Chan. Muito bom! Sem os saltos e demonstrações de artes marciais, quase um Godfather oriental que deu errado.
Se Don Corleone não tivesse balls of steel este seria o seu fim.
Shinjuku Incident, com Jackie Chan. Muito bom! Sem os saltos e demonstrações de artes marciais, quase um Godfather oriental que deu errado.
Se Don Corleone não tivesse balls of steel este seria o seu fim.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Resposta ao comentário da Bia sobre o novo Primeiro-ministro japonês
O cara é "democrata", o partido se diz de "centro". Só se for de macumba. Democrata de cu é rola. Parece aquele episódio do Chaves ( não o Hugo, se bem que se aplica, o Chaves do SBT) em que ele tinha uma banca de sucos que fez com a água da chuva, lembram? Então, ele se diz democrata, finge que é de centro mas na verdade é comunista.
Já tá querendo marcar baladinha com o Osama Obama.
Destaque para a esposa dele que diz que foi abduzida. Mesmo que tenha sido, era melhor ficar calada.
É o fim do mundo. Até os japoneses estão se convertendo.
Já tá querendo marcar baladinha com o Osama Obama.
Destaque para a esposa dele que diz que foi abduzida. Mesmo que tenha sido, era melhor ficar calada.
É o fim do mundo. Até os japoneses estão se convertendo.
domingo, 30 de agosto de 2009
Resposta ao comentário da postagem Rafael Spielberg Parte 2
Sim, aqui é deserto mesmo. Parece que os japoneses que não gostam de ficar na rua. A gente só vê os velhinhos dando mole, acho que porque têm tempo livre. Os adultos da PEA (população economicamente ativa q) estão sempre nos carros, indo ou voltando do trabalho.
O Rafa filmou num dia de semana, mas nos fins de semana também não tem muita gente, só nos feriados que você vê uma meia dúzia fazendo um piquinique.
Janis, o barulho no fundo são PÁSSAROS, alpercatas e préas. HAHAHHAHAHAAH.
Tem um pássaro chato que fica fazendo Uh Uh Uh Uh, esse eu odeio desde que cheguei aqui. Pássaro besta, nem pra ter um canto simpático.
O Rafa filmou num dia de semana, mas nos fins de semana também não tem muita gente, só nos feriados que você vê uma meia dúzia fazendo um piquinique.
Janis, o barulho no fundo são PÁSSAROS, alpercatas e préas. HAHAHHAHAHAAH.
Tem um pássaro chato que fica fazendo Uh Uh Uh Uh, esse eu odeio desde que cheguei aqui. Pássaro besta, nem pra ter um canto simpático.
Efeitos Visuais
Nada a ver com o Japão.
Os efeitos visuais de antigamente eram muito mais legais, eram mais reais. Hahahaahah
Créditos: Janis
Os efeitos visuais de antigamente eram muito mais legais, eram mais reais. Hahahaahah
Créditos: Janis
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 4
Rafa saindo de bicicleta à noite para comprar cigarro numa loja de conveniência. Não passava das 22h. Aqui as ruas são pouco iluminadas, ninguém anda à pé de dia e muito menos à noite.
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 3
Esse vídeo mostra uma das avenidas da cidade, aqui as avenidas são estradas (rotas) que ligam uma cidade a outra, são conhecidas por números. As ruas não tem nome e os quarteirões também são numerados.
Coitados dos carteiros e motoristas de táxi.
Coitados dos carteiros e motoristas de táxi.
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 2
A cidade é bem arborizada, esse é um dos trocentos parques que tem aqui perto. Bom para fazer um churrasco no fim de semana, mas não pode, e para não ter erro a placa está escrita em português.
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 1
O Rafa filmou uma volta que demos nas ruas próximas de casa. Era primavera, muito sol, fazia uns 20 graus. Detalhe para o barulho do vento no audio. A província de Gunma é conhecida também pelos ventos fortes.
Não reparem nas habilidades cinematográficas do Rafa. Pelo menos ele não quer ser o próximo Coppola.
Não reparem nas habilidades cinematográficas do Rafa. Pelo menos ele não quer ser o próximo Coppola.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ZZZZZZZZ....
Essa semana eu não estou trabalhando. Os funcionários temporários do turno da manhã da fábrica em que trabalho foram dispensados por mais ou menos 2 semanas, então estou sem coisas interessantes para contar. A graça principal de estar trabalhando tem sido o convívio com pessoas de diferentes culturas.
Aqui no Japão a maioria dos contratos de trabalho são por curtos períodos, o pagamento é feito por hora trabalhada, folga obrigatória de no mínimo uma vez por semana (acreditem ou não, tem gente que não gosta de folgar nem por um dia), por isso é normal as fábricas darem folgas extras e até dispensarem os funcionários por algumas semanas dependendo da demanda.
Essa é uma das desvantagens de se trabalhar no ramo alimentício no Japão. A crise não afetou quase nada as fábricas mas sempre que cai a demanda as horas de trabalho são reduzidas. Em compensação não existem feriados para estas empresas e isso é bom para os funcionários que são diaristas.
Os contratos dificilmente excedem 1 ano.Até quem é shain (funcionário "fixo" da empresa) tem contrato de 2 anos que são renovados até a aposentadoria.
Aqui até quem é demitido por justa causa recebe seguro desemprego.
Desempregados têm direito a se mudar para imóveis da prefeitura ou província para pessoas de baixa renda. O aluguel dos apartamentos ( 1 quarto) é de mais ou menos 120 dólares e das casas (sobrados de 2 quartos) 150 dólares.
Resumindo, dá pra se garantir no Japão, fácil.
"No Globo Repórter desta noite a situação dos empregados temporários nas fáricas do Japão."
Boooooring....
Aqui no Japão a maioria dos contratos de trabalho são por curtos períodos, o pagamento é feito por hora trabalhada, folga obrigatória de no mínimo uma vez por semana (acreditem ou não, tem gente que não gosta de folgar nem por um dia), por isso é normal as fábricas darem folgas extras e até dispensarem os funcionários por algumas semanas dependendo da demanda.
Essa é uma das desvantagens de se trabalhar no ramo alimentício no Japão. A crise não afetou quase nada as fábricas mas sempre que cai a demanda as horas de trabalho são reduzidas. Em compensação não existem feriados para estas empresas e isso é bom para os funcionários que são diaristas.
Os contratos dificilmente excedem 1 ano.Até quem é shain (funcionário "fixo" da empresa) tem contrato de 2 anos que são renovados até a aposentadoria.
Aqui até quem é demitido por justa causa recebe seguro desemprego.
Desempregados têm direito a se mudar para imóveis da prefeitura ou província para pessoas de baixa renda. O aluguel dos apartamentos ( 1 quarto) é de mais ou menos 120 dólares e das casas (sobrados de 2 quartos) 150 dólares.
Resumindo, dá pra se garantir no Japão, fácil.
"No Globo Repórter desta noite a situação dos empregados temporários nas fáricas do Japão."
Boooooring....
domingo, 23 de agosto de 2009
Oizumi, o Brasil dentro do Japão
Acho que o Rafa já comentou que 10% da população da cidade é brasileira.
A única vantagem que tirei disso foi que aqui tem muitas lojas de produtos brasileiros. Então o meu Nescau e a picanha do Rafa estão garantidos.
De resto, quem é normal tem que provar que não é brasileiro como os outros. Os japoneses te tratam normal com muita educação mas desconfiados, mas na primeira demonstração de educação que você dá eles te adotam! Uma reverência abre muitas portas.
A cidade é bem pequena e tem muita gente de Bastos aqui! Hahahahhaha Uma vez fomos a uma empreiteira em que o gerente viu a cidade em que o Rafa nasceu e reconheceu o sobrenome (também, até um Silva é exclusivo em Bastos) e descobrimos que ele e a irmã estudaram com os primos do Rafa, e eles moravam na mesma rua do escritório do pai do Rafa e o pai deles fazia churrasco com o pai do Rafa e teve um ano em que a cadela do vizinho do primo do namorado da tia do cunhado do enteado do prefeito cruzou com a Bolinha. (ok, exagerei nessa parte, mas é assim aqui em Oizumi).
Também acho que aqui é na verdade a ilha do Lost (ok, exagerei de novo e detalhe, detesto Lost), mas me digam se não tem fundamento eu achar isso: um dia estava indo fazer a entrevista para o último emprego que tive, e o motorista (o cara que estava agenciando os candidatos) estava passando em pontos combinados para buscar o pessoal, e de repente umas das meninas que entrou no carro me chama e pergunta: Ei, eu te conheço de algum lugar?
Daí eu respondi: Deve conhecer, nessa cidade todo mundo se conhece.
E ela disse: Ow, eu peguei os dois vôos pra vir pra cá com você, lembra?
E eu: Nossa, acho que estou lembrando de você...
E ela: Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?
E eu: Nossa! Cara, que coincidência! Era eu mesma....
A única vantagem que tirei disso foi que aqui tem muitas lojas de produtos brasileiros. Então o meu Nescau e a picanha do Rafa estão garantidos.
De resto, quem é normal tem que provar que não é brasileiro como os outros. Os japoneses te tratam normal com muita educação mas desconfiados, mas na primeira demonstração de educação que você dá eles te adotam! Uma reverência abre muitas portas.
A cidade é bem pequena e tem muita gente de Bastos aqui! Hahahahhaha Uma vez fomos a uma empreiteira em que o gerente viu a cidade em que o Rafa nasceu e reconheceu o sobrenome (também, até um Silva é exclusivo em Bastos) e descobrimos que ele e a irmã estudaram com os primos do Rafa, e eles moravam na mesma rua do escritório do pai do Rafa e o pai deles fazia churrasco com o pai do Rafa e teve um ano em que a cadela do vizinho do primo do namorado da tia do cunhado do enteado do prefeito cruzou com a Bolinha. (ok, exagerei nessa parte, mas é assim aqui em Oizumi).
Também acho que aqui é na verdade a ilha do Lost (ok, exagerei de novo e detalhe, detesto Lost), mas me digam se não tem fundamento eu achar isso: um dia estava indo fazer a entrevista para o último emprego que tive, e o motorista (o cara que estava agenciando os candidatos) estava passando em pontos combinados para buscar o pessoal, e de repente umas das meninas que entrou no carro me chama e pergunta: Ei, eu te conheço de algum lugar?
Daí eu respondi: Deve conhecer, nessa cidade todo mundo se conhece.
E ela disse: Ow, eu peguei os dois vôos pra vir pra cá com você, lembra?
E eu: Nossa, acho que estou lembrando de você...
E ela: Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?
E eu: Nossa! Cara, que coincidência! Era eu mesma....
Guarulhos - Narita
Posso dizer que a primeira parte da viagem foi emocionante, não tanto quanto a segunda ( a do cocô ). Aprendi a viver perigosamente, e segundo o Rafa, acreditem se quiserem, ainda tive que elevar meu nível espiritual. Isso significa que desenvolvi técnicas mais refinadas de demonstrar desprezo e ódio.
A viagem foi cheia de incidentes.
Primeiro ficamos esperando por uma carona para ir ao aeroporto, e em vez de 2 horas antes de antecedência para o check-in nas viagens internacionais, chegamos com apenas 30 minutos de antecedência, sendo que nem para vôos nacionais se chega tão em cima da hora.
O Rafa tomou uma comida de rabo da tiazinha da agência de turismo que estava lá para explicar os últimos detalhes.
O vôo atrasou mais de duas horas, simplesmente porque uma das TURBINAS DO AVIÃO DA TAM não funcionava! Os atendentes avisaram que estavam desmontando a turbina para consertar, depois tiveram a coragem de falar que os técnicos tinham desmontado, montado e que a bendita turbina não queria funcionar.
Lógico que eu perguntei se eles iam colocar a gente pra viajar nesse avião. O Rafa perguntou porque eles não mandavam outro avião. Claro que a educação não resolveu por isso eu tive que ser grossa, pra variar, saí falando para os passageiros indignados que estavam aglomerados em volta do balcão: " Depois o avião cai, morre todo mundo, ninguém sabe dizer o que aconteceu e eles vão atrás da caixa preta! Vou mandar uma mensagem pra minha mãe dizendo que pode ser que eu morra num desastre aéreo, quem sabe ela não aparece no Fantástico depois dizendo que eu tive uma premonição!" Mas o avião decolou e não caiu como vocês podem ver.
Os franceses realmente fedem! Fedem como os trens da linha vermelha em São Paulo às 7h da noite.
Quando chegamos no aeroporto em Paris, nem pude pensar em sair pois estávamos atrasados, os funcionários não falavam inglês e o mapa dos portões e plataformas de embarque que a agência de turismo nos deu estava desatualizado, em resumo, nos perdemos no aeroporto e só conseguimos achar o local 45 minutos antes do avião da ANA (All Nippon Airlines) decolar. Detalhe, o avião saiu na hora e nos minutos certos.
Pontualidade japonesa, primeira lição.
A viagem foi cheia de incidentes.
Primeiro ficamos esperando por uma carona para ir ao aeroporto, e em vez de 2 horas antes de antecedência para o check-in nas viagens internacionais, chegamos com apenas 30 minutos de antecedência, sendo que nem para vôos nacionais se chega tão em cima da hora.
O Rafa tomou uma comida de rabo da tiazinha da agência de turismo que estava lá para explicar os últimos detalhes.
O vôo atrasou mais de duas horas, simplesmente porque uma das TURBINAS DO AVIÃO DA TAM não funcionava! Os atendentes avisaram que estavam desmontando a turbina para consertar, depois tiveram a coragem de falar que os técnicos tinham desmontado, montado e que a bendita turbina não queria funcionar.
Lógico que eu perguntei se eles iam colocar a gente pra viajar nesse avião. O Rafa perguntou porque eles não mandavam outro avião. Claro que a educação não resolveu por isso eu tive que ser grossa, pra variar, saí falando para os passageiros indignados que estavam aglomerados em volta do balcão: " Depois o avião cai, morre todo mundo, ninguém sabe dizer o que aconteceu e eles vão atrás da caixa preta! Vou mandar uma mensagem pra minha mãe dizendo que pode ser que eu morra num desastre aéreo, quem sabe ela não aparece no Fantástico depois dizendo que eu tive uma premonição!" Mas o avião decolou e não caiu como vocês podem ver.
Os franceses realmente fedem! Fedem como os trens da linha vermelha em São Paulo às 7h da noite.
Quando chegamos no aeroporto em Paris, nem pude pensar em sair pois estávamos atrasados, os funcionários não falavam inglês e o mapa dos portões e plataformas de embarque que a agência de turismo nos deu estava desatualizado, em resumo, nos perdemos no aeroporto e só conseguimos achar o local 45 minutos antes do avião da ANA (All Nippon Airlines) decolar. Detalhe, o avião saiu na hora e nos minutos certos.
Pontualidade japonesa, primeira lição.
Línguas
Estou desaprendendo o português, não fiquem ansiosos, darei amostras....hihhihihi. Mas isso não quer dizer que em contra - partida ( revolução/revisão/reforma/whatever ortográfica) eu tenha aprendido japonês. O inglês tem me salvado! God bless America and Friends (America sim porque não entendo os ingleses falando). Mas isso também não quer dizer que eu saiba falar inglês. Mas por ora posso dizer que " não preciso de legenda".
Meu japonês = Watashi Tarzan, Anata Jane
Meu inglês = A gente fomos.
Meu português = trezentas gramas, di maior, mendingo, mortandela, asterístico, soando e por aí vai....
Às vezes me pego começando uma frase em inglês, termino em português e no meio já usei uma ou duas palavras em japonês.
Isso é pra quem pode, viu?
Meu japonês = Watashi Tarzan, Anata Jane
Meu inglês = A gente fomos.
Meu português = trezentas gramas, di maior, mendingo, mortandela, asterístico, soando e por aí vai....
Às vezes me pego começando uma frase em inglês, termino em português e no meio já usei uma ou duas palavras em japonês.
Isso é pra quem pode, viu?
4 meses, 18 dias, 5 horas e 34 minutos
E no meio do meu caminho tinha um cocô.
Tinha um cocô no meio do meu caminho.
Pronto! Acabei de resumir o que aconteceu nesses últimos meses. Trágico e dramático assim. Literalmente uma bosta.
E quem diria que mesmo assim eu iria adorar o Japão!?
Tinha um cocô no meio do meu caminho.
Pronto! Acabei de resumir o que aconteceu nesses últimos meses. Trágico e dramático assim. Literalmente uma bosta.
E quem diria que mesmo assim eu iria adorar o Japão!?
Nhééé...
Quem diria que eu voltaria a escrever em um blog?
Quem poderia dizer que um dia eu teria cabeça para isso novamente?
Quem garante que eu não vou largar esse blog também?
Quem poderia dizer que um dia eu teria cabeça para isso novamente?
Quem garante que eu não vou largar esse blog também?
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