Posso dizer que a primeira parte da viagem foi emocionante, não tanto quanto a segunda ( a do cocô ). Aprendi a viver perigosamente, e segundo o Rafa, acreditem se quiserem, ainda tive que elevar meu nível espiritual. Isso significa que desenvolvi técnicas mais refinadas de demonstrar desprezo e ódio.
A viagem foi cheia de incidentes.
Primeiro ficamos esperando por uma carona para ir ao aeroporto, e em vez de 2 horas antes de antecedência para o check-in nas viagens internacionais, chegamos com apenas 30 minutos de antecedência, sendo que nem para vôos nacionais se chega tão em cima da hora.
O Rafa tomou uma comida de rabo da tiazinha da agência de turismo que estava lá para explicar os últimos detalhes.
O vôo atrasou mais de duas horas, simplesmente porque uma das TURBINAS DO AVIÃO DA TAM não funcionava! Os atendentes avisaram que estavam desmontando a turbina para consertar, depois tiveram a coragem de falar que os técnicos tinham desmontado, montado e que a bendita turbina não queria funcionar.
Lógico que eu perguntei se eles iam colocar a gente pra viajar nesse avião. O Rafa perguntou porque eles não mandavam outro avião. Claro que a educação não resolveu por isso eu tive que ser grossa, pra variar, saí falando para os passageiros indignados que estavam aglomerados em volta do balcão: " Depois o avião cai, morre todo mundo, ninguém sabe dizer o que aconteceu e eles vão atrás da caixa preta! Vou mandar uma mensagem pra minha mãe dizendo que pode ser que eu morra num desastre aéreo, quem sabe ela não aparece no Fantástico depois dizendo que eu tive uma premonição!" Mas o avião decolou e não caiu como vocês podem ver.
Os franceses realmente fedem! Fedem como os trens da linha vermelha em São Paulo às 7h da noite.
Quando chegamos no aeroporto em Paris, nem pude pensar em sair pois estávamos atrasados, os funcionários não falavam inglês e o mapa dos portões e plataformas de embarque que a agência de turismo nos deu estava desatualizado, em resumo, nos perdemos no aeroporto e só conseguimos achar o local 45 minutos antes do avião da ANA (All Nippon Airlines) decolar. Detalhe, o avião saiu na hora e nos minutos certos.
Pontualidade japonesa, primeira lição.
Um comentário:
Vanão diz: "que bom que você aprendeu a pontualidade japonesa. assim você não vai mais dizer que está calçando o tênis quando ainda vai tomar banho."
concordo :)
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