Rafa saindo de bicicleta à noite para comprar cigarro numa loja de conveniência. Não passava das 22h. Aqui as ruas são pouco iluminadas, ninguém anda à pé de dia e muito menos à noite.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 3
Esse vídeo mostra uma das avenidas da cidade, aqui as avenidas são estradas (rotas) que ligam uma cidade a outra, são conhecidas por números. As ruas não tem nome e os quarteirões também são numerados.
Coitados dos carteiros e motoristas de táxi.
Coitados dos carteiros e motoristas de táxi.
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 2
A cidade é bem arborizada, esse é um dos trocentos parques que tem aqui perto. Bom para fazer um churrasco no fim de semana, mas não pode, e para não ter erro a placa está escrita em português.
Rafael Spielberg Ishikawa Parte 1
O Rafa filmou uma volta que demos nas ruas próximas de casa. Era primavera, muito sol, fazia uns 20 graus. Detalhe para o barulho do vento no audio. A província de Gunma é conhecida também pelos ventos fortes.
Não reparem nas habilidades cinematográficas do Rafa. Pelo menos ele não quer ser o próximo Coppola.
Não reparem nas habilidades cinematográficas do Rafa. Pelo menos ele não quer ser o próximo Coppola.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ZZZZZZZZ....
Essa semana eu não estou trabalhando. Os funcionários temporários do turno da manhã da fábrica em que trabalho foram dispensados por mais ou menos 2 semanas, então estou sem coisas interessantes para contar. A graça principal de estar trabalhando tem sido o convívio com pessoas de diferentes culturas.
Aqui no Japão a maioria dos contratos de trabalho são por curtos períodos, o pagamento é feito por hora trabalhada, folga obrigatória de no mínimo uma vez por semana (acreditem ou não, tem gente que não gosta de folgar nem por um dia), por isso é normal as fábricas darem folgas extras e até dispensarem os funcionários por algumas semanas dependendo da demanda.
Essa é uma das desvantagens de se trabalhar no ramo alimentício no Japão. A crise não afetou quase nada as fábricas mas sempre que cai a demanda as horas de trabalho são reduzidas. Em compensação não existem feriados para estas empresas e isso é bom para os funcionários que são diaristas.
Os contratos dificilmente excedem 1 ano.Até quem é shain (funcionário "fixo" da empresa) tem contrato de 2 anos que são renovados até a aposentadoria.
Aqui até quem é demitido por justa causa recebe seguro desemprego.
Desempregados têm direito a se mudar para imóveis da prefeitura ou província para pessoas de baixa renda. O aluguel dos apartamentos ( 1 quarto) é de mais ou menos 120 dólares e das casas (sobrados de 2 quartos) 150 dólares.
Resumindo, dá pra se garantir no Japão, fácil.
"No Globo Repórter desta noite a situação dos empregados temporários nas fáricas do Japão."
Boooooring....
Aqui no Japão a maioria dos contratos de trabalho são por curtos períodos, o pagamento é feito por hora trabalhada, folga obrigatória de no mínimo uma vez por semana (acreditem ou não, tem gente que não gosta de folgar nem por um dia), por isso é normal as fábricas darem folgas extras e até dispensarem os funcionários por algumas semanas dependendo da demanda.
Essa é uma das desvantagens de se trabalhar no ramo alimentício no Japão. A crise não afetou quase nada as fábricas mas sempre que cai a demanda as horas de trabalho são reduzidas. Em compensação não existem feriados para estas empresas e isso é bom para os funcionários que são diaristas.
Os contratos dificilmente excedem 1 ano.Até quem é shain (funcionário "fixo" da empresa) tem contrato de 2 anos que são renovados até a aposentadoria.
Aqui até quem é demitido por justa causa recebe seguro desemprego.
Desempregados têm direito a se mudar para imóveis da prefeitura ou província para pessoas de baixa renda. O aluguel dos apartamentos ( 1 quarto) é de mais ou menos 120 dólares e das casas (sobrados de 2 quartos) 150 dólares.
Resumindo, dá pra se garantir no Japão, fácil.
"No Globo Repórter desta noite a situação dos empregados temporários nas fáricas do Japão."
Boooooring....
domingo, 23 de agosto de 2009
Oizumi, o Brasil dentro do Japão
Acho que o Rafa já comentou que 10% da população da cidade é brasileira.
A única vantagem que tirei disso foi que aqui tem muitas lojas de produtos brasileiros. Então o meu Nescau e a picanha do Rafa estão garantidos.
De resto, quem é normal tem que provar que não é brasileiro como os outros. Os japoneses te tratam normal com muita educação mas desconfiados, mas na primeira demonstração de educação que você dá eles te adotam! Uma reverência abre muitas portas.
A cidade é bem pequena e tem muita gente de Bastos aqui! Hahahahhaha Uma vez fomos a uma empreiteira em que o gerente viu a cidade em que o Rafa nasceu e reconheceu o sobrenome (também, até um Silva é exclusivo em Bastos) e descobrimos que ele e a irmã estudaram com os primos do Rafa, e eles moravam na mesma rua do escritório do pai do Rafa e o pai deles fazia churrasco com o pai do Rafa e teve um ano em que a cadela do vizinho do primo do namorado da tia do cunhado do enteado do prefeito cruzou com a Bolinha. (ok, exagerei nessa parte, mas é assim aqui em Oizumi).
Também acho que aqui é na verdade a ilha do Lost (ok, exagerei de novo e detalhe, detesto Lost), mas me digam se não tem fundamento eu achar isso: um dia estava indo fazer a entrevista para o último emprego que tive, e o motorista (o cara que estava agenciando os candidatos) estava passando em pontos combinados para buscar o pessoal, e de repente umas das meninas que entrou no carro me chama e pergunta: Ei, eu te conheço de algum lugar?
Daí eu respondi: Deve conhecer, nessa cidade todo mundo se conhece.
E ela disse: Ow, eu peguei os dois vôos pra vir pra cá com você, lembra?
E eu: Nossa, acho que estou lembrando de você...
E ela: Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?
E eu: Nossa! Cara, que coincidência! Era eu mesma....
A única vantagem que tirei disso foi que aqui tem muitas lojas de produtos brasileiros. Então o meu Nescau e a picanha do Rafa estão garantidos.
De resto, quem é normal tem que provar que não é brasileiro como os outros. Os japoneses te tratam normal com muita educação mas desconfiados, mas na primeira demonstração de educação que você dá eles te adotam! Uma reverência abre muitas portas.
A cidade é bem pequena e tem muita gente de Bastos aqui! Hahahahhaha Uma vez fomos a uma empreiteira em que o gerente viu a cidade em que o Rafa nasceu e reconheceu o sobrenome (também, até um Silva é exclusivo em Bastos) e descobrimos que ele e a irmã estudaram com os primos do Rafa, e eles moravam na mesma rua do escritório do pai do Rafa e o pai deles fazia churrasco com o pai do Rafa e teve um ano em que a cadela do vizinho do primo do namorado da tia do cunhado do enteado do prefeito cruzou com a Bolinha. (ok, exagerei nessa parte, mas é assim aqui em Oizumi).
Também acho que aqui é na verdade a ilha do Lost (ok, exagerei de novo e detalhe, detesto Lost), mas me digam se não tem fundamento eu achar isso: um dia estava indo fazer a entrevista para o último emprego que tive, e o motorista (o cara que estava agenciando os candidatos) estava passando em pontos combinados para buscar o pessoal, e de repente umas das meninas que entrou no carro me chama e pergunta: Ei, eu te conheço de algum lugar?
Daí eu respondi: Deve conhecer, nessa cidade todo mundo se conhece.
E ela disse: Ow, eu peguei os dois vôos pra vir pra cá com você, lembra?
E eu: Nossa, acho que estou lembrando de você...
E ela: Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?
E eu: Nossa! Cara, que coincidência! Era eu mesma....
Guarulhos - Narita
Posso dizer que a primeira parte da viagem foi emocionante, não tanto quanto a segunda ( a do cocô ). Aprendi a viver perigosamente, e segundo o Rafa, acreditem se quiserem, ainda tive que elevar meu nível espiritual. Isso significa que desenvolvi técnicas mais refinadas de demonstrar desprezo e ódio.
A viagem foi cheia de incidentes.
Primeiro ficamos esperando por uma carona para ir ao aeroporto, e em vez de 2 horas antes de antecedência para o check-in nas viagens internacionais, chegamos com apenas 30 minutos de antecedência, sendo que nem para vôos nacionais se chega tão em cima da hora.
O Rafa tomou uma comida de rabo da tiazinha da agência de turismo que estava lá para explicar os últimos detalhes.
O vôo atrasou mais de duas horas, simplesmente porque uma das TURBINAS DO AVIÃO DA TAM não funcionava! Os atendentes avisaram que estavam desmontando a turbina para consertar, depois tiveram a coragem de falar que os técnicos tinham desmontado, montado e que a bendita turbina não queria funcionar.
Lógico que eu perguntei se eles iam colocar a gente pra viajar nesse avião. O Rafa perguntou porque eles não mandavam outro avião. Claro que a educação não resolveu por isso eu tive que ser grossa, pra variar, saí falando para os passageiros indignados que estavam aglomerados em volta do balcão: " Depois o avião cai, morre todo mundo, ninguém sabe dizer o que aconteceu e eles vão atrás da caixa preta! Vou mandar uma mensagem pra minha mãe dizendo que pode ser que eu morra num desastre aéreo, quem sabe ela não aparece no Fantástico depois dizendo que eu tive uma premonição!" Mas o avião decolou e não caiu como vocês podem ver.
Os franceses realmente fedem! Fedem como os trens da linha vermelha em São Paulo às 7h da noite.
Quando chegamos no aeroporto em Paris, nem pude pensar em sair pois estávamos atrasados, os funcionários não falavam inglês e o mapa dos portões e plataformas de embarque que a agência de turismo nos deu estava desatualizado, em resumo, nos perdemos no aeroporto e só conseguimos achar o local 45 minutos antes do avião da ANA (All Nippon Airlines) decolar. Detalhe, o avião saiu na hora e nos minutos certos.
Pontualidade japonesa, primeira lição.
A viagem foi cheia de incidentes.
Primeiro ficamos esperando por uma carona para ir ao aeroporto, e em vez de 2 horas antes de antecedência para o check-in nas viagens internacionais, chegamos com apenas 30 minutos de antecedência, sendo que nem para vôos nacionais se chega tão em cima da hora.
O Rafa tomou uma comida de rabo da tiazinha da agência de turismo que estava lá para explicar os últimos detalhes.
O vôo atrasou mais de duas horas, simplesmente porque uma das TURBINAS DO AVIÃO DA TAM não funcionava! Os atendentes avisaram que estavam desmontando a turbina para consertar, depois tiveram a coragem de falar que os técnicos tinham desmontado, montado e que a bendita turbina não queria funcionar.
Lógico que eu perguntei se eles iam colocar a gente pra viajar nesse avião. O Rafa perguntou porque eles não mandavam outro avião. Claro que a educação não resolveu por isso eu tive que ser grossa, pra variar, saí falando para os passageiros indignados que estavam aglomerados em volta do balcão: " Depois o avião cai, morre todo mundo, ninguém sabe dizer o que aconteceu e eles vão atrás da caixa preta! Vou mandar uma mensagem pra minha mãe dizendo que pode ser que eu morra num desastre aéreo, quem sabe ela não aparece no Fantástico depois dizendo que eu tive uma premonição!" Mas o avião decolou e não caiu como vocês podem ver.
Os franceses realmente fedem! Fedem como os trens da linha vermelha em São Paulo às 7h da noite.
Quando chegamos no aeroporto em Paris, nem pude pensar em sair pois estávamos atrasados, os funcionários não falavam inglês e o mapa dos portões e plataformas de embarque que a agência de turismo nos deu estava desatualizado, em resumo, nos perdemos no aeroporto e só conseguimos achar o local 45 minutos antes do avião da ANA (All Nippon Airlines) decolar. Detalhe, o avião saiu na hora e nos minutos certos.
Pontualidade japonesa, primeira lição.
Línguas
Estou desaprendendo o português, não fiquem ansiosos, darei amostras....hihhihihi. Mas isso não quer dizer que em contra - partida ( revolução/revisão/reforma/whatever ortográfica) eu tenha aprendido japonês. O inglês tem me salvado! God bless America and Friends (America sim porque não entendo os ingleses falando). Mas isso também não quer dizer que eu saiba falar inglês. Mas por ora posso dizer que " não preciso de legenda".
Meu japonês = Watashi Tarzan, Anata Jane
Meu inglês = A gente fomos.
Meu português = trezentas gramas, di maior, mendingo, mortandela, asterístico, soando e por aí vai....
Às vezes me pego começando uma frase em inglês, termino em português e no meio já usei uma ou duas palavras em japonês.
Isso é pra quem pode, viu?
Meu japonês = Watashi Tarzan, Anata Jane
Meu inglês = A gente fomos.
Meu português = trezentas gramas, di maior, mendingo, mortandela, asterístico, soando e por aí vai....
Às vezes me pego começando uma frase em inglês, termino em português e no meio já usei uma ou duas palavras em japonês.
Isso é pra quem pode, viu?
4 meses, 18 dias, 5 horas e 34 minutos
E no meio do meu caminho tinha um cocô.
Tinha um cocô no meio do meu caminho.
Pronto! Acabei de resumir o que aconteceu nesses últimos meses. Trágico e dramático assim. Literalmente uma bosta.
E quem diria que mesmo assim eu iria adorar o Japão!?
Tinha um cocô no meio do meu caminho.
Pronto! Acabei de resumir o que aconteceu nesses últimos meses. Trágico e dramático assim. Literalmente uma bosta.
E quem diria que mesmo assim eu iria adorar o Japão!?
Nhééé...
Quem diria que eu voltaria a escrever em um blog?
Quem poderia dizer que um dia eu teria cabeça para isso novamente?
Quem garante que eu não vou largar esse blog também?
Quem poderia dizer que um dia eu teria cabeça para isso novamente?
Quem garante que eu não vou largar esse blog também?
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