Acho que o Rafa já comentou que 10% da população da cidade é brasileira.
A única vantagem que tirei disso foi que aqui tem muitas lojas de produtos brasileiros. Então o meu Nescau e a picanha do Rafa estão garantidos.
De resto, quem é normal tem que provar que não é brasileiro como os outros. Os japoneses te tratam normal com muita educação mas desconfiados, mas na primeira demonstração de educação que você dá eles te adotam! Uma reverência abre muitas portas.
A cidade é bem pequena e tem muita gente de Bastos aqui! Hahahahhaha Uma vez fomos a uma empreiteira em que o gerente viu a cidade em que o Rafa nasceu e reconheceu o sobrenome (também, até um Silva é exclusivo em Bastos) e descobrimos que ele e a irmã estudaram com os primos do Rafa, e eles moravam na mesma rua do escritório do pai do Rafa e o pai deles fazia churrasco com o pai do Rafa e teve um ano em que a cadela do vizinho do primo do namorado da tia do cunhado do enteado do prefeito cruzou com a Bolinha. (ok, exagerei nessa parte, mas é assim aqui em Oizumi).
Também acho que aqui é na verdade a ilha do Lost (ok, exagerei de novo e detalhe, detesto Lost), mas me digam se não tem fundamento eu achar isso: um dia estava indo fazer a entrevista para o último emprego que tive, e o motorista (o cara que estava agenciando os candidatos) estava passando em pontos combinados para buscar o pessoal, e de repente umas das meninas que entrou no carro me chama e pergunta: Ei, eu te conheço de algum lugar?
Daí eu respondi: Deve conhecer, nessa cidade todo mundo se conhece.
E ela disse: Ow, eu peguei os dois vôos pra vir pra cá com você, lembra?
E eu: Nossa, acho que estou lembrando de você...
E ela: Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?
E eu: Nossa! Cara, que coincidência! Era eu mesma....
Um comentário:
"Não era você que estava dizendo pra todo mundo lá no aerorporto de Guarulhos que o avião ia cair e que todo mundo ia morrer?" SUHSAHISIHUIHEU, tinha que ser!
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